segunda-feira, 26 de dezembro de 2011

23 dE jANEIRO


tá-rá-tá-tá…. e mais uma primavera, mais uma margarida colhida em seu jardim de vida. Preferia margarida a rosas, porque a alusão a uma espécie tão simples de vegetal fazia uma comparação mais real. As rosas com suas espinescências feriam e marcavam sua vida. Já a margarida com sua adorável e lendária função de profeta do bem-me-quer, trazia à sua história de vida um quê de bons presságios. E, assim, mais uma primavera. Em meio a tantos outonos e poucos, porém, marcantes invernos. E a tradução real de sua vinda? Seria envelhecer ou aprimorar? Seria padecer ou regozijar? Seria lamentar ou festejar? Com aquela proximidade tão grande de mais um ano, percebia que as escolhas deviam ser feitas… por quem? Pelo tempo? Já o tinha deixado decidir muitas coisas em sua vida… era hora de assumir a tesoura, fazer a poda no tempo certo para que a planta pudesse alcançar o mais alto que seu talo conseguisse…. é… já era hora!

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