segunda-feira, 26 de dezembro de 2011

(iN)dECISÃO


Assim que desceu do carro, decidiu não mais voltar a vê-lo. Era muito constrangedor – para ela – deixar que soubessem que sucumbiu mais uma vez, depois de tudo, à tentação de encontrá-lo. Não poderia, embora desejasse com todas as suas forças, ceder ao apelo de quem fora, por tantas vezes, leviano com seus sentimentos. Estava decidido: saía daquele veículo para nunca mais.
NUNCA MAIS!!!
Quantas decisões em duas palavras…. quantos desejos seriam contidos? Como contê-los?
Saía daquele veículo para, quem sabe (caso fosse possível), nunca mais.
Onde agora o ponto de exclamação? Saía daquele veículo, saía… 
A vontade de ficar, o coração descompassado, o desalento a consumi-la. Quão perdida se sentia.
Saía daquele veículo, saía sim. Mas, sabia que voltaria.

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