segunda-feira, 26 de dezembro de 2011

dESACERTO


Pareceu que isso jamais aconteceria… mas havia chegado a hora de responder a essa questão que vinha sondando seus pensamentos, ainda que ele não tivesse se dado conta disso. E agora? Qual seria a resposta correta? A mais sensata ou a verdadeira? Era difícil responder a isso também. Por isso, ele titubeou frente a questão posta. Você também titubearia.
E agora, o que fazer? Já que era inevitável responder, ele havia de pensar consigo como se ajustar a tal pergunta e respondê-la sem se comprometer.
Não, mas isto não era nem possível, nem correto. Como não se comprometer?
 Aos 40 você sempre se compremete com tudo o que afirma. Assim o era e ele tinha consciência que burlar tal lei seria arranjar mais problemas.  Tinha que tomar um partido, assumir uma postura, engajar-se a sua causa.
Causa? Que causa?
E nada mais lhe pareceu estar no lugar. Seu mundo de cabeça para baixo. Isso não era justo! Uma simples pergunta não devia roubar-lhe a calma.
Sua paz de espírito, ainda que fosse imaginária, o confortava. O tornava ajustado ao contexto. A qual contexto, mesmo?
Ele já nem sabia mais. Era tudo um desacerto. Deslocado. Confuso. Perdido. Incomodado. Foi tudo o que restou depois da fatídica questão.
E quanto a você? O que te deixa feliz?

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