- Seu pai dizia que era preciso ser forte e não fraquejar frente às dores que o mundo lhe impusesse, que só os fracos choravam e que o sofrimento era o que burilava a alma do ser humano.
- seu pai dizia que não era seguro acreditar em sonhos. que sonhos anestesiam a nossa força de vontade. que a melhor opção era fazer, sem sonhar.
- seu pai dizia que para a vida da gente só existia dois caminhos que se cruzavam: a família e o trabalho.
- seu pai dizia que o mundo estava perdido e que os jovens eram seres sem rumo, sem direção.
- dizia que música era só aquela que acalmava o coração, dessas que só se ouvem instrumentos… sem palavras, sem direção, daquelas que não despontam em ideias.
- que o homem era o esteio da família e havia de ser respeitado e honrado pela esposa e os filhos por toda a vida.
- que a mulher era quem garantia ao lar a aparência e a conveniência de lar. se isso não acontecia, a mulher não era uma verdadeira mulher.
- dizia que roupas e sapatos, só aquelas que garantissem o abrigo do corpo contra o frio e as intempéries.
- seu pai dizia que sabia de tudo. que via tudo. que já tinha passado tudo e por isso, conhecia tudo.
- seu pai dizia e você escutava. seu pai dizia e você absorvia. seu pai dizia e você, intimamente, relutava em acreditar que tais leis pudessem realmente existir e coexistir com tamanha aptidão que o ser humano tem em ser humano. em ser imaginação. em ser criação. em ser repente. em ser algo que não se planeja e por isso, belo aos olhos de quem ignorava sua existência.
- seu pai dizia. e você?quando dizia, repetia?
terça-feira, 27 de dezembro de 2011
sABERES
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